quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vencendo Demonios




Tenho que me erguer sozinha
Trilhar e alcançar meus horizontes
Galgar esferas, amar minha companhia
Para com minha força escalar esses montes

Se do meu passado só sobraram restos
Lágrimas perdidas, passos sem direção
Se dos sonhos, só desertos
O que fiz da vida se não sei o caminho do Coração?

No orvalho cristalino da madrugada
Olho nos céus a minha estrela brilhante
Ao sentir as brisas, a casa calada
Sussurro uma prece a esse Deus distante

Se aos anjos reservei minhas palavras
De caústico e sincero pedido de perdão
Se ao meu futuro meus atos formaram cruzadas
De fundo caótico, melindre, e depressão!

Meu Deus,meu peito arfa a dor desencanto
De minha vida torpe e de estradas erradas
Mergulha em amor o meu oceano
Em ondas leves, faça-me meu ser a sua morada

Exorciza meus demônios morais
Com a plenitude diária de seu exemplo
Enterra sua ancora em meu cais
Faça das minhas escolhas seu templo

Vaguei nas terras do além em angustiantes gritos
Os meus pés cravei na lama quais punhais
Entre arbustos, montes enegrecidos, junto a tantos aflitos
Senti que os céus morriam e não voltavam jamais...

Quando te encontrei na imensidão do meu nada
No solo infertil de meu coração nasceu uma flor
Suas luzes me abraçaram nessa celeste abóbada
Retirando as chagas de meu orgulho agressor!

Quando me amei, meu mestre querido
Minhas lágrimas viraram raios de sol
Derretendo as vestes asfixiantes do sofrimento
Erva daninha se transformando em girassol!



Camilla da Silva Ribeiro

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O Rei das Piranhas - Retrato de um Traidor.





Cuspi o veneno dos seus lábios
Em palavras ácidas, de sabor de fel
Pois minha ira são esses ecórios
Hipocrisia revestida de mel...

Suas  frases são miosótis negras
Decompostas pela sua mentirosa ação
Pétalas secas, haste contorcida, folhas crespas
No sinismo de seu coração!

Se outrora entreguei meus versos doces...
Em sonetos roguei o seu amor
Na constância do agora lhe entrego as dores
Do meu mundo transbordado em rancor...

Você em seu cavalo revestido de ilusão
Calvalga à esmo desnorteado
Em seus campos de prateada solidão
Busca apenas seus vales, sonhos e prados.

Na postura de rei de orgulho e felonia
Esconde sua alma insegura e calada
Tentando se erguer nessa estúpida nostalgia
Querendo enganar quem não é mais enganada...

Ó rei do triunfo, mentira e garlhadia!
Das mulheres só de corpo e sem alma
Vive nessa redoma de lixo e apatia
Esperando sua vida se esvair com calma!

Camilla da Silva Ribeiro