sábado, 3 de dezembro de 2011

Desmoronando...




Meu teto
Minha vida
Morrendo nos escombros
Não há mais chance ao que se atina...
A dor pesando sobre os ombros



Sufocando...
Desmoronando
Meus planos
Mundo inteiro de Enganos
Acabando-se no pó do real insano!



Chorar
Desmoronar
Minha vida enroscada em grilhões
Enforcada em decepções
Vagando pelas inexpressivas multidões



Como tudo pôde cair tão rápido!
Tão sozinha, vivendo no nada
O mundo num dia te acha válido
E no outro você é uma coisa descartada!



Lágrimas apenas são salgadas ao próprio paladar
Aos que te olhão é apenas um riacho desnecessário
Um vale escondido, cenas hilárias, motivos para esmagar!
Ruínas são destroços do abandonado e solitário!
E não daqueles que ao seu coração irá rematar!




Estou desmoronando...
Asfixiando
Soterrando
Na minha própria dor
Sem encontrar uma saída
Num túnel sem luz e vida
Estou ao mundo tão bonita
Por dentro tão perdida...
No meu fundo opaco, amargurado e sem cor.






Camilla da Silva Ribeiro

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