quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Trecho do livro " O Reio do Lixo"


Olá Pessoal!

Estou colocando um pequeno trecho do meu livro. Faz parte da introdução. Como achei bem poético, resolvi colocá-lo. É uma carta deixada por uma personagem.

Quando estiver com a Introdução já feita, aviso, para que desfrutem de mais pedacinho de meus sonhos.

Braços!!

" A chuva cai. Sua musica é uma ópera, uma ópera de assobios ao açoitar as vidraças da janela. Eu vejo cada gota cair, escurecendo os montes outrora verdejantes. Elas tornanam o céu um manto recheado de nuvens negras, qual um buraco invisível, uma esfera morta.
A chuva cai. Ela grita enloquecida assustanto os pássaros noturnos. Vibra as paredes de minha casa ao formar um dueto com os trovões enquanto elétricos raios bailam... Vejo ao longe, de meu quarto, o penhasco iluminado pela tempestade, e sei que por trás dos rochedos existe um vazio a esconder os riachos da planíce ao leste.
A chuva cai. Possui um cheiro refrescante e ao mesmo tempo asfixiantemente lágrime... São as lágrimas de todos que partiram ao se juntar num só momento. Eu choro juntando meu lamento aos deles... Pois eles se foram quais notas perdidas de uma canção, como uma pena leve e branca voando na imensidão dos ventos... Dos ventos que sopram das montanhas infinitas do além.
Escrevo enquanto a tempestade de minha alma reverbeava por entre as paredes de mim. Então, a chuva cai... Cai... Cai... Despeço-me de todos, mas não daqueles que ainda respiram o ar da vida, mas sim o ar da morte, pois apenas quero fechar meus olhos e não enxergar e sentir a dor da perda.

Camilla da Silva Ribeiro

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