quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Verdade


Quando muito as coisas se repentem, pare e pense o porque isso acontece. Penetre bem fundo em seu mundo, desvende as paisagens que existem por trás das muralhas de seus medos. Pule, mesmo se for muito alto ou se machuque. Às vezes a verdade pode parecer dolorida e vir acompanhada por uma paisagem onde há pantanos lodosos, céus enegrecidos de corvos uivantes... Mas se caminhares mais, muito mais além dos precipícios encontrará o outro lado da floresta... Estará te esperando um richo de águas límpidas e potáveis para acalmar sua sede, o cheiro leve e refrescante das flores a penetrar em seus pulmões, aliviando o asfixiamento ocasionado pela dor...A verdade machuca e dói, para muitos se torna um choque, para outros um alívio reconfortante, mas no final sempre é uma dor necessária.
Pedirei a verdade em um cálice de remédio amargo, curando minhas doenças morais e dando ao meu espírito uma essencia saudável. Ela virá primeiramente vestida numa túnica remendada e maltrapilha, inicialmente me causando nojo e rejeição... Mas esticarei minhas mãos tocando-a e puxando junto a mim no anseio apenas de ajudar e por comiseração... Olharei bem por dentro de seus olhos e enxergarei nela minha própria imagem a defenir os contornos profundos de meu ser. Então, se iniciará um processo de troca. Sim de troca! Aquela roupa encardida que tando me causava medo, será trocada por um vestindo carmim e limpo.
No final, sempre a verdade prevalece. Não há como fugir. Mentir pra si mesmo ou simplesmente fechar os olhos. Sem ela, não sabemos quem somos, como mudamos traços negativos de nossa personalidade. Vivemos em redes incalculáveis e sem fim de fatos e voltamos ao mesmo destino: a de sofrer.

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