quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Imagens


Olho para céu e em vão procuro ver o seu fim.... As gaivotas voam tão longe. Acenam... Acenam...Transpassam as montanhas douradas pelos raios sublimes da manhã!
A nevoa se espaça delineando, num vapor frio, as arvores e a terra como se fossem véus de ilusão... Uma imagem escondida.... Uma vida feita de mentira.

Clareia céu tumultuado pela escuridão da noite! Clareia os lençóis negros que cobrem, a superfície. Olho para o liso tapete sem estrelas e lua procurando achar a verdade, a minha verdade. Por que só escuto o chorar angustiado dos morcegos, o reclamar histérico das corujas quando poderia ressurgir das cinzas as flores de um dia claro!

Olho em vão o fim de tudo, o mistério de mim... Passeio numa floresta onde as copas das arvores escondem o fascínio de um céu azul. Ando admirando os trocos grossos, as folhagens sobre os chãos de terra avermelhada. Quanto mais ando não sei onde vou chegar... Parece que andei por horas. Eu choro de medo junto aos sons dos animais. Eu corro. Eu quero chegar! Não consigo... Não... Eu tropeço, mas logo levanto e nunca me disperso. Continuando indo nesse mesmo ritmo, reto e rápido. Percebo que tenho que esperar, ir devagar, para não cair e chegar lá. Assim mudo de ritmo.

As rosas nunca foram tão perfeitas. Era um jardim só de rosas. O vermelho se confundia numa extensão imensa onde o cheiro penetrava docemente pelas minhas narinas e se expandia dentro de mim. E os pássaros dançavam em valsa com o vento que sussurrava beijando os meus cabelos. Agora eu não corro, eu rodopio sobre os olhos azuis do céu. Agora eu já pintei a minha imagem verdadeira e a minha felicidade no papel da vida...

Nenhum comentário:

Postar um comentário