quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Profanada


Eu era sua mulher, seu objeto, sua dor
Meu corpo era seu, convulsionado de ardor

Eu era a sua mulher, sua empáfia calada
Sua vergonha dissimulada
Eu era sua... sua...
Sua meretriz muito pouco vivida
Sua vadia e ovelha perdida.
Perdida
Perdida...
Nas raias profundas e esquecidas do amor...

Eu era a sua melhor mulher utilizada
A que pedia para ser usada
Pisada
Chutada
Abandonada...
Em troca depois de poucos momentos de amor.


Eu era a sua mulher, a que chorava quando não sabia
A única cujo coração te daria
No final de cada ato de prazer
Não se há culpa quando a voz se calou
A imagem dos sonhos se apagou
Sem ao menos ascender nas glorias do amanhecer.

Eu hoje já não sou sua
Meu lugar de mulher objeto já foi tomado
Por uma otária de nome não identificado
Que tenta te dar aquilo que nunca em troca irá ter.
Amor.
Pois seu coração é um riacho seco e sem vida
Drenado apenas pela lama de sua pérfida
E sugado pelas ações dissimuladas.

Camilla da Silva Ribeiro

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Um comentário:

  1. gostei dos versos, parabens

    se possível, visite meu blog

    www.semente-terra.blogspot.com

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