segunda-feira, 25 de julho de 2011

Selinho


Olá!

É com grande alegria que conto aos meus queridos amigos que seguem meu blog, que eu ganhei meu primeiro selinho! rs... To parecendo uma criança de tão feliz!

Olha, ainda estava desinformada sobre os selinhos (como pode né!), descobri como é através de Stacy (http://s-umavidapararecordar.blogspot.com). Adorei o carinho, pois meu blog ainda é pequenino, não muito conhecido. E toda ajuda é de grande valia.Obrigada!

Segue abaixo alguns blogs que acho muitos legais, leves, encantadores:

1. Fabricante de Sonhos - http://millaborges.blogspot.com

2. Poesia Inerente - http://poesiainerente.blogspot.com

3. Horizonte Hostil - http://horizontehostil.blogspot.com/

4. Uma rosa é apenas uma rosa... Mas a minha Rosa é única - http://dreamsofar.blogspot.com

5. Tudo que preciso - http://lovesongone.blogspot.com


Abraços!

domingo, 24 de julho de 2011

Ausência





O vento me soprou frases, a sinfonia refrescante da chuva. As árvores balançavam alisando o ar, bailando enquanto as ondas beijavam os recifes nos recantos da praia. Eu conseguia enxergar além dessas janelas grandes e opacas, uma bruxuleante e trêmida luz gerada por um farol perdido no horizonte engrecido do mar.
Apesar do manto negro da noite estirar seu lençol azul marinho sem estrelas sobre a superfície da terra, ainda havia uma pálida lua a se esgueirar por trás de monticulos. Escondia-se dos meus olhos sagazes e de minha observação, até morrer para sempre atrás das formações rochosas.
Havia um sussurar, um sopro ou quase uma melodia ressoando das cordas vocais de um pássaro noturno. Não podia vê-lo, mas suas asas se debatiam em alguma árvore e suas penas rossavam nas folhas até gerar uma estranha música em meio ao silêncio.
Esperava-o chegar, decifrar sua silhueta na escuridão, visualizar a sombra de seu ser no chão, a emergir dos portões. Não chegava e minha companhia era apenas as gotas da chuva a se debaterem languidamente sobre os telhados da casa.
Sentia o calor do fogo crepitando da lareira enquanto que sua luminosidade se estendia pelo quarto, a iluminar nossa cama parcialmente desarrumada, a mesa que ainda abrigava seus papéis recém escritos. Mas você não chegava, mas uma vez não vinha... Estava tão longe daqui... E eu olhava... Olhava, com frio. Um frio a sair de mim.
Lágrimas deslizavam por minha face levemente, tocando meus lábios. Morriam ao escorrer pelo meu pescoço e encontrar o vazio da atmosfera. Na mente lembraças dos tempos felizes emergiam das raias de minha consciencia, voltando sobre meus olhos, revivendo com força sobre meus pensamentos e fazendo explodir sobre meu peito mais uma vez nosso amor... Minhas mãos espalmaram sobre o vidro da janela e de meus dedos um suor marcou os contornos. Fechei os olhos e o pude ver mais uma vez... Mais aos abri-los, lá estava a chuva a denegrir a amplitude da paisagem... Trazendo-me a certeza que não estará nunca mais aqui! Tudo estava vazio, sem nada.
Estou mais uma vez sozinha esperando por algo que nunca chegará. Você se perdeu de mim, seus passos nunca mais marcaram o assoalho de minha casa, sua voz será apenas o grito de um pássaro perdido em uma tempestade, seus olhos serão um farol no vácuo sobre o olhar de um mar escurecido por uma noite sem estrelas...
Sou uma gota, uma gota de chuva... Sem você, apenas me debaterei sobre um telhado a sentir o impacto de sua ausência e jazerei para sempre a mergulhar nas sombras da inexistência...
Fechei as cortinas. Você nunca mais estará aqui. Não há como mais esperar...


Camilla da Silva Ribeiro

Respeite os direitos autorais

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Espelhos da Alma (Retratos de Uma Loucura)




Talvez fosse tarde demais para lamentações inoportunas. Caminhou mais alem e a luz verde intensificava, explodia em seus olhos e tocava sua pele. Parecia que esta luz penetrava pelos seus poros e incendiava sua corrente sanguínea. Da onde viria? Da sala de estar onde Mary costumava tomar seus famosos drinques? Ou do Porão onde Mary costumava pintar seus quadros? Chegou até a copa e caminhou calmamente até a porta do porão. Era lá que eclodiam os raios verdes que transformaram a casa em um turbilhão de imagens sinistras; sombras que se agrupavam nas paredes. Giovane, transtornado, caminha e observa os detalhes. Para e tremendo diz:

-- Quem está ai?
Giovane percorre o ambiente, passa por cadeiras, topa em artigos velhos e quadros mofados pela falta de luz solar. Seus olhos ardiam, sua boca queimava. Aquela luz maldita deixara um gosto amargo em sua língua, depois de beijar seus lábios. Percebeu a luz saia de um espelho. E vencendo o próprio terror, aproximou-se. A luz verde venceu seu corpo, banhou a sua face. Um sussurro brotou do nada e suas mãos tocaram o vidro enquanto sua imagem se espelhava. O sussurro não era audível, era baixo e devagar.

--Quem está ai? Quem está no espelho? Perguntou Giovane. Percebeu que o vidro se transformara na estrutura de uma gelatina, e espontaneamente voltou-se para trás. Repita! Quem está dentro do espelho! Saia e mostre-me quem é!

--Não posso... Estou presa...

Aquela voz não lhe era estranha. Era a mesma voz de... Era Mary! Voutou-se correndo para o espelho. Mary, sua filha que havia sumido repentinamente aos dezoito anos de idade. Muitos especialistas no assunto disseram que provavelmente ela teria se envolvido com drogas e fugido para algum lugar de hippys.

--Minha filha! Quanto tempo! Mas quanto tempo! Deixou que se braço penetrasse e sentiu que aquela luz o conduzia para mais alem. Sentiu seu braço dormente e seu corpo era sugado lentamente até o espelho. Vou salvá-la!

--Não pai! Não tem como me salvar, pois fui aprisionada pelo espírito de uma antiga moradora dessa casa, que se suicidou após ver sua imagem no espelho. Ela teria sofrido um acidente e perdido toda sua beleza... Agora a maldição só será quebrada se uma alma bondosa tirar sua vida e me resgatar em forma de espírito. Só um espírito pode retirar a maldição de outro. Se entrar agora, ficará comigo eternamente preso.

De repente a imagem de Mary apareceu de dentro do espelho, e sua imagem não se refletia mais. Sentiu as mãos doces de sua pequena. Queria dar a sua vida para ela, já que a morte seria o preço do resgate. Largou a mão de Mary e se impulsionou para trás a procura de algo para finalizar aquele martírio. Correu desesperado pelo porão, tropeçando, com as lágrimas a banharem o seu rosto. Aflito, gemeu, gritou, se amaldiçoou. Encontrou na bagunça do porão uma espátula. Segurando-a, a enterra de encontro ao peito olhando os cabelos esvoaçantes de Mary. Enquanto seu espírito devagar vai saindo do corpo, o espírito de Mary vai saindo do espelho. Quando Giovane percebe esta sendo levando para dentro do espelho. Entrara e percebeu que se espírito estava aprisionado e que Mary se transformara em uma mulher totalmente diferente. Não era ela, e sim uma senhora com a parte esquerda do rosto toda desfigurada e em carne viva.

--Não é Mary! Quem é você? Diga-me!

A resposta foi uma estranha gargalhada...

Giovane acorda num quarto de hospital. Ao seu lado está um a linda mocinha. Ele a percebe entre sua consciência e inconsciência, pois está dopado. Sempre a percebe lá, mesmo depois dos pesadelos constantes. Ela sempre e sempre se encontra como a meta principal, mas todos dizem que ela não existe... Que é um fruto de sua esquizofrenia. Os dois conversam sempre, e ela para ele é como uma filha querida. Hoje, depois desse estranho pesadelo ele se levanta com braços envolvidos com a camisa de força e caminha ao lado de sua companheira e se chega suavemente até a janela e com ela brinca de voar...

A Profanada


Eu era sua mulher, seu objeto, sua dor
Meu corpo era seu, convulsionado de ardor

Eu era a sua mulher, sua empáfia calada
Sua vergonha dissimulada
Eu era sua... sua...
Sua meretriz muito pouco vivida
Sua vadia e ovelha perdida.
Perdida
Perdida...
Nas raias profundas e esquecidas do amor...

Eu era a sua melhor mulher utilizada
A que pedia para ser usada
Pisada
Chutada
Abandonada...
Em troca depois de poucos momentos de amor.


Eu era a sua mulher, a que chorava quando não sabia
A única cujo coração te daria
No final de cada ato de prazer
Não se há culpa quando a voz se calou
A imagem dos sonhos se apagou
Sem ao menos ascender nas glorias do amanhecer.

Eu hoje já não sou sua
Meu lugar de mulher objeto já foi tomado
Por uma otária de nome não identificado
Que tenta te dar aquilo que nunca em troca irá ter.
Amor.
Pois seu coração é um riacho seco e sem vida
Drenado apenas pela lama de sua pérfida
E sugado pelas ações dissimuladas.

Camilla da Silva Ribeiro

Respeite os direitos do artista.

sábado, 9 de julho de 2011

Um recado para mim


1. Preciso trocar as fechaduras que abrem as portas de minha alma, pois estas estam imperrando e provocando estrondos exteriores;

2. Não esquecer de remendar as vestes das aparencias, pois estas já estão gastas e logo se deteriorarão mostrando a nudez de meus pensamentos;

3. Não esquecer de fechar as janelas da ala do coração. Afinal, qualquer estranho sem permissão pode entrar e roubar meus batimentos, meu ar, minha razão. Já aconteceu isso uma vez, e pode crer, o prejuízo foi incalculavel.

4. Não deixar de colocar os sonhos no vaso, enfrente a janela das idéias, para tomar o solzinho da esperança à toda manhã. Afinal, as rosas da minha vida não podem morrer sem que ao menos eu tente fazê-las florescer no esplendor da próxima primavera.

5. Pagar por verdades e receber como troco mentiras. Então, é melhor economizar por um longo período no amor demasiado que ofereci, na ilusão camuflada de ouros que necessitei, na carencia da solidão que escondi por falsas esmolas, que de tão baratas e superfulas me saíram por um alto preço no final... Pode ser que no final de tudo, me falte algo, não consiga completar o vazio de significado de mim mesma, então é melhor me abastecer com o pouca, mas verdadeira riqueza da minha essencia interior ... É hora de economizar!!!!

6. Não deixe de abastecer os ármarios das virtudes morais com serenidade, compreensão e benevolência. Há sempre momentos onde precisarei da leveza da serenidade para contornar os temperos do ódio e rancor de meu semelhante, o fosforo da compreensão para derreter o gelo da ingratidão de filhos, familiares, amores e o sal da benevolência para dar gosto e vida para aqueles que passarem pelas mesmas estradas e caminhos que eu.

7. Enfim, não deixe nunca de ser você, apesar do que o mundo te diz, apesar do que as pessoas fazem ou apontam... O recado já foi dado, está na sua consciencia. Você sabe muito bem o que deve ser feito, está na vida, nos passos do agora, no presente, no futuro... Agora vá, abra as portas da rua, comece mais um dia... Mas antes de pisar nessa Terra de Niguém, nessas ruelas e postes sem rostos... Lembre-se que dentro de você há alguém e ao seu lado existem pessoas e com elas a mesma necessidade, a de um final feliz.

Camilla da Silva Ribeiro