domingo, 12 de junho de 2011

Fugindo



Fugir daqui
Dos Pesadelos
Da dor
Do caso sem saída
Da causa perdida.

Fugir
Da areia que me impulsiona
Para baixo
De todo seu rastro
Da Escuridão, das ilusões do alvorecer!

Fugir
De mim
Ir para bem longe
Me perder num horizonte
Me esconder

Fugir... Fugir... Fugir
De você
Do mundo só me sobraram os restos
Os cacos invisíveis do meu ser
Quebrados e pisados ao voarem com o vento
Para o infinito, onde não há vestígios do pó
Dessa amarga decepção.

Camilla da Silva Ribeiro

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