terça-feira, 10 de maio de 2011

A Chuva e a Noite



A Chuva e a Noite


Salpicam gotas na relva verde
Molhando a mata, sinfonia das almas
Lavando a terra e levando sementes
Depois da morte do sol Poente.

As nuvens se entregam em fascínio cinza
Enegrecendo imagens, outrora límpidas
Que jorram em lágrimas sentidas
É Chuva a cair nos arabescos das esquinas.

Sombras refletem no asfalto
Miragens dos postes de luz bruxuleante
A desenhar a silhuenta do ser errante
Silencioso, no oculto semblante.

Chuva orquestra seus lamentos nas janelas
Fazendo crescer sua voz na essencia da Noite
Que de dor sangra nas revoltas dos Ventos
Histeria no concreto dos telhados.

Por isso, eu falo das noites de chuva
Nos dá a sensação de incognitos, distantes
Ilhados no Refugio das casas
A escutar a dor dos trovões e a enxergar a solidão
Por entre janelas, cercados de telhados
Quase que perdidos e abandonados...
Tão distantes... Distantes do mundo, em meio a làgrimas e à escuridão.

Camilla da Silva Ribeiro

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