sábado, 14 de maio de 2011

Identidade


Estou no momento sem minhas digitais, uma perca da identidade emocional. Essas linhas finas que compõe as pontas dos dedos se desintegraram lentamente... Olho para minhas mãos e não sei o que fazer com elas. Não sei se prefiro escondê-las, infiltrando-as por dentro das vestes de minha alma ou se mostro-as correndo o risco de ferí-las diante das dores que compõe essa realidade.

Camilla da Silva Ribeiro

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Espera


A Espera.

O dia sorriu com os raios quentes que abraçaram minha pele... Com o fundo de luz que brotava de seus olhos.
O pássaro cantou rodopiando o céu anil e espreguiçou-se nas árvores... É assim sua chegada numa orquestra musicada pelas suas gargalhadas.
A rosa vermelha brotou no verde do campo enfeitiçando com o cheiro leve, amando os lírios... Sua presença é uma fada que da varinha de condão conquistou meu coração, um espetáculo de beleza transformada na pureza de uma estranha forma de amar.

Suas conversas são lembranças que nem as desesperanças podem de minha vida apagar.
Nossos planos são sementes que no solo só faltam ser jogadas para que nasça uma flor... Só falta nos reencontrar.
Minha vida é uma miragem, um oásis enfeitiçado de ilusão...
Um passo em falso dado pelo destino e uma espera sem razão.

Camilla da Silva Ribeiro.

A Chuva e a Noite



A Chuva e a Noite


Salpicam gotas na relva verde
Molhando a mata, sinfonia das almas
Lavando a terra e levando sementes
Depois da morte do sol Poente.

As nuvens se entregam em fascínio cinza
Enegrecendo imagens, outrora límpidas
Que jorram em lágrimas sentidas
É Chuva a cair nos arabescos das esquinas.

Sombras refletem no asfalto
Miragens dos postes de luz bruxuleante
A desenhar a silhuenta do ser errante
Silencioso, no oculto semblante.

Chuva orquestra seus lamentos nas janelas
Fazendo crescer sua voz na essencia da Noite
Que de dor sangra nas revoltas dos Ventos
Histeria no concreto dos telhados.

Por isso, eu falo das noites de chuva
Nos dá a sensação de incognitos, distantes
Ilhados no Refugio das casas
A escutar a dor dos trovões e a enxergar a solidão
Por entre janelas, cercados de telhados
Quase que perdidos e abandonados...
Tão distantes... Distantes do mundo, em meio a làgrimas e à escuridão.

Camilla da Silva Ribeiro

sábado, 7 de maio de 2011

Você já me fez chorar muito.


Chorei muito por não querer dizer Adeus
Tentando esperar mais do que Indiferença
Levando no peito a crença
De ter o amor seu.
Mas como na vida tudo sem retorno acaba
Minha esperança morreu
Na minha alma ficaram as lembranças
Um passado que ficou para trás,
E que já não enxergo como se fosse o meu.

Chorei muito tentando compreender seu íntimo
Esquecendo de minha vida enxergar
Qual um barco sem rumo
Esperando por você para ancorar
Mas como muito sacrifício machuca
Não te quero mais
Leva sua vida para outro porto
Onde se sinta seguro, aonde não me machuque
Com seu amor mentiroso e incapaz.

Chorei muito tentando te achar
Sem mesmo tentar me procurar!
Fazendo do seus os meus dias
Da sua vida a minha.
Estúpida sou eu
Que nem uma parcela de seu ser tive garantia.
Mas quem pouco dá não espera a nada receber
Não terá mais meus sorrisos
O meus beijos
A minha essência cristalina em flor
E quando percerber que a tudo isso vai perder
Ai de você! Vai se arrenpender do seu pouco caso com meu amor
Vai me querer e na agonia da solidão ficará
Sem meu corpo quente e amigo para te aconhegar
E só a noite fria e silênciosa sua face vai beijar.

Chorei, chorei muito
Mas agora me cansei.
Estou partindo
Sem dizer Adeus
Pois este já foi dado
A um coração Pisado
Humilhado
Esfaqueado
Estou me indo
O deixando só
Sem saber que o está...

Camilla da Silva Ribeiro.