quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Luz do Sol


Na janela de manhã, saúdo o sol com meu olhar que o vê todinho turvo, com os seus raios que beijam meus olhos aflitos e lacrimejados de irritação. Abraça-me a pele, me canta o nome dando aos pássaros a motivação.
Clareia a manhã com seus abraços abraçando-a em extremo calor. O véu de nuvens se encanta pintando céu de branco e azul, dando a beleza tão simples que não há dinheiro que se pague.
Perfuma os mares de maresia, colori as montanhas de flores do campo num verde puro, num branco celeste dando a vida em sereno amor.
Assim as plantinhas, os canteiros de rosas, as pupilas, as tulipas florescem espelhando suas alegrias com perfume a se fundir com o amigo vento que de alegria canta operas, espalhando polens para uma nova flor.
Sussurra arvores de troncos compridos com sua folha a ser beijada e nesse embalo as frutas amadurecem para lábios insaciados.
Assim a vida se estabelece, no doce quadro da natureza, para o homem ser abençoado de encantamentos, de sonhos, inspirações. Mas para que se da vida se torna a morte? Se dos sonhos se torna a dor? Se das aspirações apenas crônicas de infelicidade e amargor? Cadê seus olhos que não reconhecem os céus azuis que se florescem! Há de Deus que se entristece de te vê só e infeliz, sem encontrar o seu matiz!
Sem o sol regresso ao interior do meu lar, entre paredes sólidas e frias... Vendo estofados, objetos sem vida que brilham sem ao menos brilhar, um relógio que conta às horas e que me chama a uma realidade cega de espetáculos. Vencida... Infelizmente fico perdida, sem saber o ponto de partida para ajudar os da vida como a natureza o faz.

Camilla da Silva Ribeiro

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