quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lágrimas


Tristes, ensopadas de febre, de dor.
Cantadas, dançam em minha face em ardor
E violadas por mãos, Gritadas em medo genitor!
Voam ao ar sufocando as palavras, chamando o destino reator.

Deixei-as rolar nas iras da agonia
Nas discórdia engolidas, por minha felonia!
Beijei-as, amando-as nessa cruel ironia
Desfalecendo cansada no final de cada dia...

Desabafei o torpor de meus enganos
Sei que fui sangrado, rasgando... Inflamando
Nas migalhas da rotina, nos desafetos calando.

Delas fui bebendo e com elas fui crescendo
As prisões dos conceitos, dos tormentos, me desenvolvendo
Nas vitórias envelheci, e na morte delas ainda dependo.

Camilla da Silva Ribeiro.

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