sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Despedidas


Nunca repare em meu olhar. Não acredite em minhas palavras jogadas ao vento como um veneno. Não sou uma pessoa que se deva confiar para sonhos de mel onde a felicidade é atributo só para você. Sou o que preciso ser.
Não quero que sugue todo esse meu veneno, mas sempre é preciso acreditar. Não bata novamente em minha porta. Telefona-me se a coisa apertar.
Não quero que fique preso ou remoendo o passado, pois é preciso viver o presente em todo o instante. Não chore quando lembrar de minhas palavras absurdas, acusações, palavrações. Esqueça as roupas rasgadas, o cigarro interminado, os objetos quebrados, as crianças, os sonhos que derramei ao te xingar, a te apontar... A manhã é uma cortina de sangue derramada em raios de sol. As malas, a sua face pantanosa e escurecida pelos momentos noturnos é a ultima lembrança que quero guardar. Já atirei seus retratos na Baia de Guanabara e nesse momento eles bóiam junto aos excrementos... Mas ficou as noites das primaveras e a o amanhecer do verão. Tire-me sua essência, o seu sorriso e me faça entender que nada mais existe do que esse vazio que há meu ser... Pare de me chamar. Preciso viver e esquecer que sou um mar seco evaporado pelos raios da dor.
Acabou e o mais belo dos versos de um poeta se rasgou e foi queimado virando cinzas. Esqueça e beba como o fel o vinho do remorso. Seja feliz mesmo sabendo que me traiu, me arrasou. Sabendo que minhas manhãs sem os seus abraços são sonetos de estrutura vulgar. São desertos. São canções desditas... Seja feliz, pois que te perdoo mesmo sabendo que me traiu.

Camilla da Silva Ribeiro.

Um comentário:

  1. Muito bom teu blog... me identifiquei bastante, dessa forma estou seguindo espero que siga meu blog tbm...

    http://eternizadoempalavras.blogspot.com/

    Abraços, Rafah!

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