sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pergunte à Maria


Se já abriu as janelas que dão para o norte
Se recolheu as flores do jardim
Se abriu os olhos após a cada manhã
Se perdoou seu erros, seu passado, as dores de marfim.

Pergunte à Maria se das lágrimas rasas
Sobrou um pouco dos sorrisos
Se ainda remoe os orgulhos bebidos em taças
Tão dimissimulados quanto a canção de um colibri.


Pergunte à Maria se um dia ela amou José.
Aquele que escreveu cartas e sonhos de cabaré.
Se ainda recorda das maravilhas de amar
E dos beijos roubados juntos ao luar.

Pergunte à Maria daquele seu vestido carmim
que moldava seu corpo assim
Se os lábios são ainda de fina flor
Que sugava aos meus com fascínio e fulgor

Diga a Maria que quem pergunta é o José
Aquele mesmo do cabaré!
Se lembrar de mim entre tantos nomes iguais
Diga que dessa Maria eu não esqueci jamais!

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