domingo, 30 de janeiro de 2011

Laços Cortados



Rosa de pétalas arrancadas, de caule cortado, com espinhos cravados.
Deixe de sofrer, ferir, bater, chorar, amaldiçoar, maltratar, depois saber e se arrepender...
De se humilhar!


Será que é como proferes, como profetizas o nosso amor?
São lágrimas avulsas perdidas com o vento agressor?
Punhais que se entregam à carne, que perfura o coração, formando a dor?

Sonhos regados de mentiras, em empáfias dolorosas, com sobejo desnecessário.
Deixa de cair, de se rasgar, de implorar, de mortificar caminhos, de se rastejar por entre pés, depois de não saber mais o por que dessa dor, desesperado enfim...
Queimando-se em quente marfim!

Será que é como proferes, profetizas o nosso amor?
São lágrimas perdidas com o vento agressor?
Punhais que se entregam à carne, que perfura o coração, formando a dor?

E lho peço para parar,
E você se põe a gritar
Em gesticulação põe-se a ficar...
Passos violentos que socam o chão, a pedir... A se humilhar.
E eu não mais te aceito, por não mais te amar.

Camilla da Silva Ribeiro.

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