quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Sereia e o Navegador


Hoje de manhã ao acordar, resolvi arrumar meu quarto. Encontrei esse poema escrito em 15-08-2002 junto à alguns documentos. É bem antigo e não pensava encontrá-lo depois de tanto tempo perdido. Trata-se de uma literatura de cartel, muito utilizado na cultura nordestina. Foi feito para um trabalho da escola.


Princesa ela era do mar.
Lá no Sertão se escutava seu cantar.
Sua história aqui vou lhes contar.
A linda e triste sereia e seu amado na terra de Iemanjá.

Ele veio de uma navegação lá de longe do Sultão.
Levava no coração o peso de uma traição.
Nos olhos um brilho de ilusão.
Depois de uma tempestade o árabe caiu nas terras do Sertão.

Seu nome era Abidu.
Usava um cordão e várias pulseiras em sua mão.
Um belo dia de luar foi à margem do mar.
Queria achar o caminho que para a sua casa o iria levar

Uma cantar rompeu o ar.
Fazendo-o imaginar e um fascínio em seu peito brotar.
A melodia o levou e em sua frente um rosto de mulher se formou.
A luz da lua a iluminar e o canto mais alto fez o coração do navegador pulsar.


Ó bela Iemanjá o rosto do rapaz foi admirar.
E naquele momento apaixonada foi ficar,
Logo se lembrou do feitiço que a tomou
Sendo assim infeliz rapidamente se retirou.

Abidu a viu no mar entrar não poderia deixá-la escapar.
Pulou sem ao menos respirar.
Iemanjá em prantos ficou.
Quando descobriu que desde o primeiro instante o amou.

O navegador foi lhe falar que com ele fosse se casar.
Esqueceu da sua última dor, com o seu novo amor.
Mas a sereia do mar disse que com ele não poderia ficar.

Ele a interrogou e ela sua história lhe contou.
HÁ muito tempo atrás um mau feiticeiro a enfeitiçou.
Por ela se apaixonou.
A bela o desprezou e o ao mesmo tempo dele caçoou.
Como castigo para toda eternidade a metade de um peixe ia ter.
Ia aparecer nas noites de luar e ia assim proteger o mar.

Abidu falou que com ele se possível fosse ia ficar.
E a Deus foi confiar a pedir, a louvar.
Quando a noite chegasse ela fosse o mar e ele, o luar.
Assim os dois para sempre iriam se encontrar.

Depois de implorar a voz de Deus falou
O encanto novo se formou.
Abidu no manto de estrelas morou
E Iemanjá para todo sempre com ele ficou.

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