terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Metade


Falta-me uma metade.
É como se fosse um universo sem planetas
Um autoconhecimento onde não há uma verdade.

Falta-me uma metade.
Perdida no silencio.
Sozinha na Multidão.
Entre olhares que se perdem, sem uma direção.

Falta-me uma metade.
Um soneto cujas rimas desafinaram
Lágrimas que evaporaram...
Aves que nunca mais cantaram

Faltar um pedaço...
Pedaço do Coração
Levada a Metade.
Perdida, Amassada... Tão maltratada pela ilusão!

Cadê metade que um dia eu lhe dei?
Roubada por suas mentiras.
Depois vendida no mercado da dores.
Comprada para sempre pelas saudades.

Falta-me uma metade que está presa a ti.
Morando nas lembranças...
Tão distante quanto minhas esperaças.
Foi lhe entregando que a perdi.

Camilla da Silva Ribeiro

Amor


Escrito pelos poetas
Eterno para os que amam
Perdido para os que esquecem
Silencioso, depois que apaga a chama.
Amar? E a voz de quem o clama?
Onde está amor para quem não ama?

Relatado em livros
Chorado por olhos quando é negado.
Sugado. Esquartejado.... Idealizado.
Será uma história que poucos contam?
Seria uma utopia descartada?Uma verdade apagada?

Sentido nos braços ao embalar o filho
Completo quando comprendido
Amor, quando vivido jamais é sofrido
Sendo assim, o amor é uma causa sem razão.
Uma renuncia e um adeus para ilusão

Camilla da Silva Ribeiro

domingo, 19 de dezembro de 2010

O Melhor Amigo


Meu coração bate e minhas lágrimas uma mistura de orvalho cristalino e de amor. Amigo, balançar do vento que sussurra em meus ouvidos conselhos. Se eu não acertar meu caminho vou brigar. Vou rasgar. Vou me esconder de você que com um conselho, uma verdade, pode me fazer sofrer.
Amigo é aquele que vem como brisa perfumada da verdade e que limpa as feridas de nossa dor com suas lágrimas salgadas de amor. É aquele que só com um olhar ou um sorriso diz: EU TE AMO.
Que na noite fria onde pesadelos infindáveis tomam conta vem como uma sinfonia suave. Alisa o rosto suado e que baixo diz: “EU ESTOU AQUI. NÃO TENHA MEDO .QUANDO PRECISAR É SÓ CHAMAR”.
Esse amigo você pode estar pensando que não existe. Que é um ser de meu pensamento poético. Mas ele esta nada mais nada menos que ao seu lado sorrindo e chorando contigo em todas as fases que foram e que virão. É só você chamá-lo que como um remédio te curará a dor .Ele é unicamente Deus!

Verdade Omitida


Você está perto, mas ao mesmo tempo está longe.
Seus gestos estão presos em algum lugar de seus pensamentos.
Seu sorriso está fechado para alguém que lhe convém.

Está longe por suas palavras não significarem aos meus ouvidos;
São mentiras, enquanto para ela são verdades.
Você assim como eu somos uma mentira e ao mesmo tempo uma verdade
Que foi omitida.

Somos agora o espelho de nossa ignorância e a dor de nossos desejos inconscientes e parciais.

Renúncia


Nego-te o amor, senhora.
Sufocando meus ímpetos. Matando auroras...
Saboreando o amargor de abalroas
E morrendo de dor nos passos de agora.

Gritando em desespero, despedidas aos ventos
Em triste lamento, deixando-te em desalentos...
Não por que hei de odiar... Adeus nossos Momentos!
Cruel hei que sou... É o dia de meu casamento.

Lágrimas se prendem em meu olhos a brilhar
E chamo-te o nome para quem quiser escutar
Em delírio e febre rasgo-me... Altero-me e vou para o altar.

Repito-me na voz que vem do coração
Destila-me do peito a chama da emoção!
Renuncio-te, minha vida...Minha paixão.

Camilla da Silva Ribeiro

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Adeus



Não obstante de um querer me iludi quase que sem querer.
As chagas se cravaram em mim. Esbravejei no jazer de minha vida.
No santuário de minha alma o obsequio me veio com duvidas insanas qual o meu amor


Não obstante se fez os lábios, se fez as suplicas...Partiu sem dizer para onde...
As mãos se elevaram num adeus sem sentido.
As palavras chamejaram ímpetos desregrados, em um grito calado e preso nas entranhas de meu ser...
E as lágrimas ofuscaram meus olhos a permitindo caminhar para outra direção!

Solucei desvairado de loucura me debatendo e pedindo a Deus que voltasse!
Cravei em agonia as penitencias de uma estrada. Deixei seco o solo de meu coração!

Onde estará alma minha que arranquei sem nenhuma preocupação?
A saudades me matam, ó Deus!
Onde estarão os passos que me deram a razão para viver?


Aquele Adeus banal...
Adeus para sempre...
Adeus felicidade de meu cotidiano, os sorrisos angelicais.
Adeus à única verdade que me possui: O meu amor por você.

O Poeta


Peguei o lápis para escrever;
Pensei num céu cheio de nuvens cujo em lágrimas se derramava, mas o meu céu era de estrelas que nem em gemidos se alterava.
Arredondei a letra e contei de fatos em que o desespero nos põe pensar na vida e o que dela esperar.
Não sei se choro ou se sorrio quando uma musica toma o ar e palavras surgem no decorrer de frases, de letras aglomeradas!


Peguei o lápis para escrever;
Pensei num mar turvo da meia-noite onde a neblina tomava os montes e escondia o farol, mas o meu mar era feito pelo horizonte, no despertar dos raios lúridos do sol.
Minha mão assim se treme e meu coração assim se exalta. Nenhuma palavra dita assim se revela para que dela eu construa um poema.

Camilla da Silva Ribeiro.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Indescritível para as palavras


Seu beijo é um morango açucarado. Sua risada é uma harpa helenística ressoando no ar. As mais simples representações de sua alegria, seu sorriso, sua palavra são corais de pássaros que envolvem a tarde...
Como caracterizá-lo se para mim é algo indescritível a lógica humana. Feito de virtudes e defeitos fazem dessa rede um enigma, um desejo.

Adoro quando fica chateado e sua face se mergulha num mar vermelho e suas linhas de expressão se juntam dando ares de preocupação.
Adoro quando sua alegria se espelha com sua vontade. Os seus gestos e os seus planos se juntam as minhas expectativas e se transformam numa trajetória.

Você é o mistério de uma noite. Uma canção leve saída dos fios de náilon de um violão. São notas que desafiam o ar e ressoam nos espaços vazio da vida cotidiana.
Você é simples e ao mesmo tempo grandioso.

Suas criticas me fortalecem e me aborrecem na hora que são ditas.
Adoro estar contigo na hora do tédio onde as coisas se escassam, pois você é divertimento que me distrai. É o tempo que voa com a velocidade da luz. Com você jamais tenho tempo.

Indescritível para o conhecimento. Imenso para seu total reconhecimento. Você é tão intenso que não cabe dentro de mim...

A Sereia e o Navegador


Hoje de manhã ao acordar, resolvi arrumar meu quarto. Encontrei esse poema escrito em 15-08-2002 junto à alguns documentos. É bem antigo e não pensava encontrá-lo depois de tanto tempo perdido. Trata-se de uma literatura de cartel, muito utilizado na cultura nordestina. Foi feito para um trabalho da escola.


Princesa ela era do mar.
Lá no Sertão se escutava seu cantar.
Sua história aqui vou lhes contar.
A linda e triste sereia e seu amado na terra de Iemanjá.

Ele veio de uma navegação lá de longe do Sultão.
Levava no coração o peso de uma traição.
Nos olhos um brilho de ilusão.
Depois de uma tempestade o árabe caiu nas terras do Sertão.

Seu nome era Abidu.
Usava um cordão e várias pulseiras em sua mão.
Um belo dia de luar foi à margem do mar.
Queria achar o caminho que para a sua casa o iria levar

Uma cantar rompeu o ar.
Fazendo-o imaginar e um fascínio em seu peito brotar.
A melodia o levou e em sua frente um rosto de mulher se formou.
A luz da lua a iluminar e o canto mais alto fez o coração do navegador pulsar.


Ó bela Iemanjá o rosto do rapaz foi admirar.
E naquele momento apaixonada foi ficar,
Logo se lembrou do feitiço que a tomou
Sendo assim infeliz rapidamente se retirou.

Abidu a viu no mar entrar não poderia deixá-la escapar.
Pulou sem ao menos respirar.
Iemanjá em prantos ficou.
Quando descobriu que desde o primeiro instante o amou.

O navegador foi lhe falar que com ele fosse se casar.
Esqueceu da sua última dor, com o seu novo amor.
Mas a sereia do mar disse que com ele não poderia ficar.

Ele a interrogou e ela sua história lhe contou.
HÁ muito tempo atrás um mau feiticeiro a enfeitiçou.
Por ela se apaixonou.
A bela o desprezou e o ao mesmo tempo dele caçoou.
Como castigo para toda eternidade a metade de um peixe ia ter.
Ia aparecer nas noites de luar e ia assim proteger o mar.

Abidu falou que com ele se possível fosse ia ficar.
E a Deus foi confiar a pedir, a louvar.
Quando a noite chegasse ela fosse o mar e ele, o luar.
Assim os dois para sempre iriam se encontrar.

Depois de implorar a voz de Deus falou
O encanto novo se formou.
Abidu no manto de estrelas morou
E Iemanjá para todo sempre com ele ficou.