quarta-feira, 2 de junho de 2010

Soneto a Infelicidade


Eis que os sonhos, adventos...
Conquistas infames, dores em taças de lamento
Bebidos como vinho Por egoísmos sedentos
Lágrimas sentidas... Suplicas aos ventos.

Escorraço-a, mas sei que dela dependo...
Esbravejo em febre e dor, a trazendo.
Calando-a, sugando-a em fel, amando-a em desalento.
Cuspindo a todos este cruel sofrimento.

Permiti que em frio tomasse este coração
Respiro ainda em doença o pó lagrime da ilusão,
Repentino desespero que atinge minha emoção.

Não quero fracassar... Gritar!
Arranco e renuncio a arte de amar
E sofro em anuncio a infelicidade calada do andar.

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