domingo, 6 de junho de 2010

Lenço dos Desenganados



Ventos que sopram, que levam poeiras, folhagens e restos
São quais palavras, não voltam Jamais
Nem que se dos olhos uma lágrima se derramasse, um suspiro morresse.

Ondas que se debatem nas pedras, que gritam, que choram, se devoram.
São quais escolhas erradas, não voltam jamais.
Nem se a voz gritasse, nem se a súplica se perpetuasse...
Ondas velhas morrem junto ao cais...

Tempestades que atiçam sua ira em trovões, iluminam o céu, gemem de dor.
São quais atos, não voltam jamais
Nem que se prometesse, varresse as migalhas das mentiras, as ilusões, as felonias
A vida não volta pra trás...

É qual um lenço que acena ao longe
Manda embora os sorrisos, os sonhos
Por um breve e tolo instante
De Ilusão, de medo e de dor...

Camilla da Silva Ribeiro.

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