sexta-feira, 11 de junho de 2010

Elucidações sobre a vida...



Queria falar sobre a vida como um pássaro fala com as flores.
Queria pintar a vida como a noite pinta o horizonte.
Sentir sua essência na mais singela verdade assim como as árvores sentem o carinho dos ventos.
A vida é a vida. Um poeta tentou escrever sobre essa palavra. Tentou mergulhar em seu abstrato e complexo sistema. Sobrevoou por seus significados e imaginou o seu verdadeiro sentido. Absorveu com calma as mais variadas expressões e colocou no papel...
A vida não rimou. O poeta desarmou-se e começou a esboçar em sua mente vales dourados, cristais límpidos, estrela sorridente. O que há na vida que a torna um esboço mal feito na mente? Tentou dar seu próprio conceito, mas se viu perdido nas causas e nas palavras que não surtiram efeito.
A vida é um musica que toca baixinho. É tão imperceptível que sua mensagem só é compreendida quando paramos para escuta-la com calma... Mas como podemos compreender a vida se ela é um conjunto de coisas, de fatos, de sonhos, obstáculos?
O poeta perguntou a si mesmo como escrever de algo tão imenso e tão ao mesmo tempo misterioso. Ela seria como uma noite ou como um dia claro? Como a escuridão ou luz do sol?
Se pudesse o poeta escrevia que a vida é o intenso movimento evolutivo, uma trajetória linear ao encontro da luz. A vida para mim, poeta, é algo longe de ser escrita, com toda sua essência, veracidade, evidencia. Pois vida é muito mais do que palavras, versos e cogitações.

Camilla da Silva Ribeiro.

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