sexta-feira, 25 de junho de 2010

Jogo das Palavras




Este é o amor,
Amor que quero
Amor sincero
Um simples olhar...

Este é o olhar
Olhar que me toma
Olhar daqueles cafonas
O que constrói o beijar...

Este é o beijar
Beijar ardente
Não muito coerente
Que me faz apaixonar...

Este é o apaixonar.
Sonho que espero
Sonho eterno.
Uma chance única de amar.

Camilla da Silva Ribeiro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Elucidações sobre a vida...



Queria falar sobre a vida como um pássaro fala com as flores.
Queria pintar a vida como a noite pinta o horizonte.
Sentir sua essência na mais singela verdade assim como as árvores sentem o carinho dos ventos.
A vida é a vida. Um poeta tentou escrever sobre essa palavra. Tentou mergulhar em seu abstrato e complexo sistema. Sobrevoou por seus significados e imaginou o seu verdadeiro sentido. Absorveu com calma as mais variadas expressões e colocou no papel...
A vida não rimou. O poeta desarmou-se e começou a esboçar em sua mente vales dourados, cristais límpidos, estrela sorridente. O que há na vida que a torna um esboço mal feito na mente? Tentou dar seu próprio conceito, mas se viu perdido nas causas e nas palavras que não surtiram efeito.
A vida é um musica que toca baixinho. É tão imperceptível que sua mensagem só é compreendida quando paramos para escuta-la com calma... Mas como podemos compreender a vida se ela é um conjunto de coisas, de fatos, de sonhos, obstáculos?
O poeta perguntou a si mesmo como escrever de algo tão imenso e tão ao mesmo tempo misterioso. Ela seria como uma noite ou como um dia claro? Como a escuridão ou luz do sol?
Se pudesse o poeta escrevia que a vida é o intenso movimento evolutivo, uma trajetória linear ao encontro da luz. A vida para mim, poeta, é algo longe de ser escrita, com toda sua essência, veracidade, evidencia. Pois vida é muito mais do que palavras, versos e cogitações.

Camilla da Silva Ribeiro.

domingo, 6 de junho de 2010

Lenço dos Desenganados



Ventos que sopram, que levam poeiras, folhagens e restos
São quais palavras, não voltam Jamais
Nem que se dos olhos uma lágrima se derramasse, um suspiro morresse.

Ondas que se debatem nas pedras, que gritam, que choram, se devoram.
São quais escolhas erradas, não voltam jamais.
Nem se a voz gritasse, nem se a súplica se perpetuasse...
Ondas velhas morrem junto ao cais...

Tempestades que atiçam sua ira em trovões, iluminam o céu, gemem de dor.
São quais atos, não voltam jamais
Nem que se prometesse, varresse as migalhas das mentiras, as ilusões, as felonias
A vida não volta pra trás...

É qual um lenço que acena ao longe
Manda embora os sorrisos, os sonhos
Por um breve e tolo instante
De Ilusão, de medo e de dor...

Camilla da Silva Ribeiro.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Amor Doente



Respiro, não por que sei de respirar e sim por estou a te amar...
Ando, não por que tenho pernas para andar. São teus beijos que me dão a força para continuar.

Sorrir? Se o sol já não me conduz!
Se o que me resta é uma cruz que carrego na incoerência, no desafeto da razão.
Cantar? Como o que me resta é esse gritar... Mudo Gritar.
Se o que me invadi é o som de sua voz a me dizer: ‘Adeus!’

O que me importa se o céu está azul se você não está aqui...
Se as lágrimas banham a face.
Se o adeus para ti só foi uma frase e para mim o fim...
O fim do nosso amor.

O que me importa se agi assim...
O que te importa se sou infeliz assim...
Quando o egoísmo nos é uma marca.
A vaidade que nos mata...
Em venenos de um doente amor.

O que me resta se não há esperança...
Uma cura... Uma Vingança...
O que me resta é viver só e infeliz.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lembre-se




Lembre-se que depois de uma tempestade sempre há a calmaria das ondas nas areias da praia.
Que o soluço que lhe arrebata o peito varrerá os vestígios da dor, limpando a alma e mostrando o erro.

Lembre-se que se agora tu só tens uma noite escura e silenciosa, na manhã terás os raios que penetram em sua janela.
Que às vezes precisamos caminhar na sombra antes de encontrar o melhor atalho para chegarmos nos vales perdidos da alma.

Lembre-se que se encontras agora as folhas de uma ventania constante é porque estas foram trazidas por atos impensados, blasfêmias jogadas ao ar. As mesmas folhas que vieram se irão levadas pelas correntes do autoconhecimento.
Que um momento de sofrimento é apenas um segundo diante da vida eterna. Poderás então recomeçar de novo, cada vez mais forte... O vento levou para longe a dor e trouxe o amor...

Lembre-se que sem o amor somos seres pequeninos escondidos numa pequena conchinha, jogados na imensidão do mar.
Que sem amor estamos perdidos, invisíveis e insolúveis a realidade.
Construir uma centelha de amor é construir alicerces para vida...

Camilla da Silva Ribeiro.

Apenas Um Poema


Quero-te com a mesma necessidade do sol
Beber-te as risadas, os néctares doces do paladar
Assim como as plantas bebem a seiva
E perpetuar a sua voz, o seu silencio, a sua vinda na minha mente qual um segundo eterno de prazer...

Quero-te com a mesma necessidade dos rios com as chuvas
Agarrar-me aos seus braços, respirar do seu ar
Assim como do leite da mãe, o filho ganha vida...
E perpetuar os seus olhos na minha vista, embalar-te na minha alma e deliciar-me com seu suspirar alegre.

Luz do sol que abre as pétalas de uma flor
Que dá energia ao corpo e esquenta as manhãs de frio
Luz do sol que amanhece o meu dia com os raios de sua alegria
Evapora os rios da tristeza e os leva para o fim do dia, da vida...

Camilla da Silva Ribeiro.

Soneto a Infelicidade


Eis que os sonhos, adventos...
Conquistas infames, dores em taças de lamento
Bebidos como vinho Por egoísmos sedentos
Lágrimas sentidas... Suplicas aos ventos.

Escorraço-a, mas sei que dela dependo...
Esbravejo em febre e dor, a trazendo.
Calando-a, sugando-a em fel, amando-a em desalento.
Cuspindo a todos este cruel sofrimento.

Permiti que em frio tomasse este coração
Respiro ainda em doença o pó lagrime da ilusão,
Repentino desespero que atinge minha emoção.

Não quero fracassar... Gritar!
Arranco e renuncio a arte de amar
E sofro em anuncio a infelicidade calada do andar.